ELIANE ANTUNES

Poesia por Eliane Antunes

Eu vejo você.

Não sei o seu nome, nem de onde vem, mas sinto você há tanto tempo…

Desde criança, você me visita.
As vezes em silêncio.
As vezes em sonho.
As vezes em forma de lágrimas que eu nem sei explicar.

Tentei te ignorar.
Tente te preencher.
Mas até hoje… você nunca se foi.

Talvez você seja a memória de um amor antigo.
O eco de uma parte minha que se perdeu em outra vida, em outro lugar.

Talvez você seja a lembrança de quem eu fui.
Ou o pressentimento de quem ainda estou me tornando.
O que importa agora é que você pode ficar.

Mas que não me paralise.
Que me leve.
Que me guie até onde preciso chegar.

Que essa saudade se transforme em presença.
Que essa sensação se transforme em portal.
Um portal que me leve para casa.

E talvez – só talvez –
eu finalmente me reencontre.

Com amor,
Eliane

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